Como não ter medo das piores sensações da crise do pânico‏

Como não ter medo das piores sensações da crise do pânico‏

O avanço no tratamento da síndrome do pânico começa quando você passa a controlar as sensações ruins – taquicardia, agonia, desorientação e enjôo – de uma crise. Além de serem incômodas, essas manifestações causam medo intenso que aumenta a chance de novos episódios. Por isso o primeiro passo é estar preparado para elas.

Não é à toa que as primeiras crises são as piores. Afinal, a pessoa está bem e, de uma hora para outra, recebe uma série de sintomas parecidos com os de outras doenças que podem ser mortais, como o infarto. Especialistas relatam que quem chega ao consultório com conhecimento sobre o transtorno do pânico tem um diagnóstico melhor, pois já entende o que ocorre durante com o seu corpo.

A partir de relatos dos leitores, o Pânico Terapia destaca a seguir quatro sensações ruins durante as crises e dicas para não ter medo delas. Apesar de não ser fácil no início, você vai aprender a controlar esses sintomas. As informações abaixo não substituem o tratamento com especialistas, e sim servem de comprimento.

“Às vezes estou bem e começo a achar que estou tendo um ataque cardíaco e que vou morrer sem ninguém ajudar. Já preferi morar perto do hospital para dar tempo para um socorro”.

Vamos começar pela sensação mais comum em crises de pânico: o medo de ter um ataque cardíaco e, consequentemente, morrer. Os sintomas de coração acelerado, dor no peito e dormência que ocorrem no pânico levam as pessoas a acharem que estão tendo um infarto. Porém, a reação de luta ou fuga nada tem a ver com as reações das doenças cardíacas, pois elas só acontecem se houver um conjunto de fatores de risco como genética familiar, sedentarismo, ser fumante, obeso ou hipertenso. 

 Apesar dos sintomas de ataque cardíaco serem parecidos  – dores no peito, falta de ar, sudorese e palpitações – não passam logo como acontece no pânico. Também as dores no peito são bem mais fortes do que no pânico. Além disso, os problemas reais do coração são facilmente detectados por exames de sangue, eletrocardiograma, ecocardiograma, exame de esforço e clínico.

Mesmo sabendo que você não sofre de problemas do coração durante o pânico, mas quer ter certeza que está tudo bem, vá ao médico e faça um check up.

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“Acho que estou enlouquecendo. Sinto isso principalmente depois de uma crise. Ficarei assim para sempre?”

Ao sentir os sintomas da reação de luta ou fuga, a pessoa acha que está enlouquecendo, pois a crise causa uma despersonalização – o paciente sente-se distanciado de si mesmo, parecendo que não é ele, parece se ver de fora – ou desrealização – a realidade parece estranha, um sonho.

Na classificação dos transtornos mentais e de comportamentos, o pânico é classificado como neurótico, fazendo parte dos transtornos ansiosos. Nesses transtornos a pessoa reconhece que o que acontece com ela não é normal e busca ajuda. Continua orientada para a realidade, ou seja, não tem nada a ver com loucura – onde a pessoa está fora da realidade por ter delírios (pensamentos fora da realidade) e alucinações (auditivas ou visuais, em que a pessoa escuta ou vê o que não existe).

Assista a lista de vídeos abaixo com várias técnicas para lidar com as crises de pânico.

 

“Quase desmaiei no carro e fiquei ainda mais com medo de cair e causar um acidente” 

Segundo o psicólogo Alcides Guerra, é muito difícil a pessoa desmaiar só por ansiedade. Isso é mais provável acontecer em alguns quadros clínicos como hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue), pressão arterial baixa – que gera a sensação de desmaio – mas nem sempre chega a acontecer.

O desmaio pode acontecer porque pouco sangue chega ao cérebro por falta de força arterial para levar o sangue no sentido contrário à ação da gravidade (por estarmos em pé). Aí, quando o desmaio ocorre, a pessoa cai e isso facilita a ida do sangue ao cérebro.

– No pânico não acontece desta forma, pois a pressão arterial sobe e a circulação sanguínea no cérebro aumenta, impossibilitando as condições necessárias para que ocorram desmaios – acrescenta Alcides.

Ou seja, você não vai desmaiar com o pânico.

“Já pensei que perderia o controle de todas as funções”

As pessoas acham que durante a crise a ansiedade vai crescer indefinidamente até a perda total do autocontrole. Com isso, ficarão paralisadas ou perderão o controle das funções fisiológicas em público (urinar ou defecar).

Acontece que quando a pessoa está com muito medo (vulnerável ou desamparada), ela busca proteção e não faz nada contra si que possa piorar a situação. Muitas vezes, o paciente quer pedir socorro, mas não quer demonstrar tanta fragilidade. Desta forma, muitas pessoas não percebem a crise a não ser que a paciente peça ajuda. Essas reações assustam, mas não prejudicam nem a pessoa, nem os outros, pois o sistema de restauração (para você voltar ao normal) entrará em ação em um curto espaço de tempo.

As explicações abaixo estão no livro Em busca da superação – Síndrome do Pânico, do psicólogo Alcides Guerra, clique aqui para ver o livro.

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de autoria de: Eduardo Correia

Idealizador do projeto Pânico Terapia.

Existem 2 comentários para este artigo
  1. silvana at 12:29 pm

    Quando essas crises parece ate que vou morrer me da tontura tremedeira um medo enorme dor de barriga me d algumas dicas para tirar isso da minha vida

  2. Denise at 9:32 am

    Oi Silvana! Meu nome é Denise e moro no Rio de janeiro. Passei há uns dois anos por situação bem semelhante a sua, mas, não desisti. No início, relutei em procurar um psiquiatra, pois, não queria de forma alguma entrar em medicação controlada, até mesmo, por causa dos efeitos colaterais, que diziam etc… Mas, nem tudo que está escrito na bula aconteceu comigo. Então, eu pensei assim: É preferível tomar a medicação e ficar bem do que não tomar e ficar passando mal. Quer que eu te diga uma coisa? Foi a melhor decisão que tomei. Fui ao consultório sozinha, mesmo com crises, ia a médico, supermercado, banco etc… Foi difícil, mas, o jeito é enfrentar a situação, e com o uso do medicamento, você vai melhorando aos poucos, tomando confiança no medicamento. Fiz uso de homeopatia, mas, para mim não resolveu. Tive ansiedade generalizada, devido a várias situações estressantes. Posso ter dar um conselho: Conversei com várias pessoas, que já haviam sofrido com isso, e, todas, sem exceção disseram para fazer caminhadas, yoga, atividade física e foi o que eu fiz. Aos poucos fui melhorando, tomando confiança e comecei a diminuir o remédio, já não tomava mais todos os dias (sempre com a orientação do psiquiatra. Hoje, estou muito melhor, faço caminhadas, alterno com pilates, voltei a estudar e estou a procura de um novo emprego. Ninguém morre de ataques de pânico! Procure ler e procure orientação médica! Tenho certeza que você irá sair dessa e depois eu te digo, que você ficará até melhor do que era. Um grande abraço para você! Espero ter te ajudado. Se você mora aqui no Rio, me passe seu e-mail, que eu te darei o nome e o telefone do médico. Bom dia!

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