Como os Animais de estimação ajudam na ansiedade e síndrome do pânico

Como os Animais de estimação ajudam na ansiedade e síndrome do pânico

Cães e gatos ganham cada vez mais espaço na casa dos brasileiros. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada em junho, 44,3% dos lares do país têm ao menos um cão. Já felinos são 17,7%. Que eles fazem o bem para a família, ninguém dúvida. Mas saiba que os pets também podem ajudar quem sofre de ansiedade e síndrome do pânico.

De acordo com a psicanalista Silvia Ghizzo, os animais de estimação ajudam a aumentar a sensação de equilíbrio físico e mental. É claro que desde que não seja uma obrigação para o dono.

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– Freud (Sigmund, criador da psicanálise) em uma de suas obras, fala sobre um sentimento oceânico, sentimento que, a meu ver, está ligado a uma sensação de equilíbrio físico e mental. É passageiro, relaxante, minutos que paramos de pensar, descansamos um pouco, somos parte da paisagem. Por alguns minutos parece que conseguimos sair de nós mesmos. Um colega de Freud usa como exemplo olhar o mar; poderia ser olhar uma paisagem, uma pintura que nos cative, ler um poema, acariciar um cachorro, passar a mão no gato ou assistir gatinhos brincando com bolinha. Assim, penso que ter um animal de estimação ajuda muito.

A psicanalista deixa claro que não pode ser algo por obrigação, pois não vai funcionar, e acrescenta a importância de conviver com animais desde filhotes.

– Para poder descansar de nossa angustia, um caminho é conviver com bichinhos desde pequenos. Tendo sempre em mente que animais são seres vivos que demandam atenção, cuidado, carinho e respeito como todos nós – destaca.

Exemplo que ronrons e latidos ajudam

“Eles são melhores que Prozac”. A frase da dona de gatil Tília Fernanda é uma brincadeira, mas resume bem a história dela com animais. Diagnosticada com síndrome do pânico há mais de 15 anos, ela procurou terapias e fez vários exercícios para controlar o transtorno, mas conseguiu o equilíbrio, como ela gosta de chamar, só depois que começou a trabalhar com animais de rua.

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Responsável pela República dos Vira latas, em Florianópolis, capital de Santa Catarina, Tília é o exemplo de que ronrons e latidos ajudam na recuperação dos transtornos. Do primeiro contato com os cães e gatos, já se passaram 15 anos controlando o pânico.

– Eu me sinto plena ao lado deles. O convívio com os animais só trouxe benefícios. Um aprendizado constante que mudou completamente a minha forma de ver o mundo e as pessoas. Por exemplo, eles me ajudaram a simplificar a vida. Não pedem nada e são muito felizes com pouco.

No gatil de Tília – ela começou a trabalhar apenas com gatos depois de notar que faltavam cuidadores de felinos na capital catarinense -, os ronrons são muitos. E muitas pessoas procuram o local para dar um “apertão” nos gatinhos.

– Quando eu percebo que a crise pode chegar, os gatos são onde me agarro. Na época, eu não trabalhava com animais. Li muito a respeito da doença, fiz exercícios de exposição, mas só me equilibrei mentalmente depois que comecei a trabalhar com animais de rua.

Além desse momento especial que os pets proporcionam, adotar um animal também é contribuir para o seu bem-estar e de outro ser vivo. É responsabilidade, cuidado com o outro e zelo.

Terapias com animais de estimação

Diferente dos casos citados acima, há uma ONG no país que trabalha com Atividade Assistida por Animais (AAAs) em hospitais. Segundo o Instituto Nacional de Ações e Terapia Assistida por Animais (Inataa), a técnica visa à distração e à recreação por meio do contato das pessoas com os animais, “melhorando sua qualidade de vida e saúde, propiciando relacionamentos, entretenimento e oportunidades de motivação”. Com mais de oito anos de experiências, a entidade beneficia hoje 400 pessoas por mês – entre crianças, adultos, idosos em instituições asilares e hospitais.

As visitas têm duração de mais ou menos uma hora, período que permite a interação com todo o grupo e não causa estresse ou cansaço excessivo aos cães.

É fácil perceber a alegria dos assistidos ao receberem a visita dos cães e voluntários. Muitos deles se sentem sozinhos e deprimidos e com a conversa, carinho e atenção dada pelos voluntários, logo o sentimento é de maior motivação e atenção. Além disso, o esforço feito – mesmo pelos mais debilitados – para acariciar e brincar com os cães melhora sua condição física e motora.

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de autoria de: Eduardo Correia

Idealizador do projeto Pânico Terapia.

Existem 2 comentários para este artigo
  1. Lilia Cardoso at 8:58 pm

    Eu sofro. Desse mal desde 2008,quando sinto os sintomas fico ao lado. Dos meus. Bichinhos, o meu e uma calopsita,acabo esquecendo doque estou. Sentindo,e puro amor

  2. Vera at 1:13 am

    Estou passando por isso,perdi minha mãe e fiquei com ansiedade e ando tendo crise,estou tratamento com pisquiatra,e no momento meus aliados são meu esposo e minha cachorrinha uma Shitzu,nao sai do meu lado pra nada.

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