O que fazer quando meu filho tem ansiedade

O que fazer quando meu filho tem ansiedade

A infância é considerada a melhor fase da vida. Estamos sempre brincando, com disposição de sobra para estudar e conhecer todos os dias algo novo. As preocupações são outras e está longe da agitação da fase adulta. Porém, os pais precisam ficar atentos a qualquer mudança de comportamento da criança. Muitas vezes alguns transtornos estão por trás do que a família chama de teimosia ou falta de educação.

O jornal Zero Hora produziu a série de reportagem Meu Filho (Confira Aqui) sobre problemas na infância, com dicas para os pais. Uma das matérias fala sobre a ansiedade infantil.

Conforme a Associação Americana de Transtornos de Ansiedade, entre 9% e 15% da população de cinco a 16 anos sofre do distúrbio, que é caracterizado por um conjunto de reações físicas, psicológicas e comportamentais que antecedem uma situação real ou imaginária.

Na matéria para o jornal gaúcho, Carolina Schneider Silva, psicóloga do Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, explica que crises de ansiedade são reações desproporcionais das crianças em relação ao estímulo que recebem, seja ele qual for.  Continue lendo a matéria:

– As crises podem se caracterizar por um sentimento de medo e apreensão, marcado por um período de tensão ou desconforto diante de algum evento visto como perigoso, mesmo que não ofereça risco real. Quando exageradas, podem aparecer na forma de taquicardia, tensão muscular, tremores, falta de ar, desmaios e problemas intestinais.

Os sintomas de um transtorno de ansiedade podem surgir subitamente ou de forma gradual. Possivelmente, por isso passam despercebidos por muitos pais.

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Estímulos externos

A infância é um período de muitas mudanças e o grau de ansiedade passa por oscilações conforme a criança cresce. Seja no início do ano escolar, nas alterações de rotina ou nas mudanças no ambiente familiar, os estímulos externos geram novas sensações e emoções.

Conforme o psiquiatra André Kohmann, nessa faixa etária, há dois tipos de transtorno de ansiedade mais comuns: o Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG) e o Transtorno de Ansiedade e Separação.

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A ciência ainda não consegue explicar por que algumas crianças desenvolvem o problema, mas alguns fatores parecem fundamentais:

— O desenvolvimento de transtornos ansiosos é resultado da interação de múltiplos fatores como a herança genética, o temperamento do indivíduo, o tipo de relação e o estilo de criação pelos pais, além das experiências vivenciadas pela criança — resume o psiquiatra Gustavo Teixeira, membro da Academia Americana de Psiquiatria para Infância e Adolescência e autor de livros sobre o tema.

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Especialistas defendem que o quadro também esteja ligado ao excesso de estímulos que as crianças recebem atualmente.

— Elas estão submetidas a uma maior pressão social e emocional tanto da família quanto da escola — diz a psicóloga Carolina Schneider Silva.

— É preciso conhecer os filhos e ficar atento a mudanças, sejam elas físicas ou comportamentais. As formas mais comuns de manifestar a ansiedade são por meio de preocupações recorrentes e difíceis de controlar. Junto, podem aparecer inquietação, cansaço fácil, dificuldade em se concentrar, irritabilidade e problemas para dormir ou manter o sono — detalha André Kohmann, psiquiatra da infância e da adolescência do Hospital Santa Casa de Porto Alegre.

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de autoria de: Eduardo Correia

Idealizador do projeto Pânico Terapia.

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