Confira abaixo as principais dúvidas enviadas por nossos leitores em relação a Síndrome do Pânico. Todas elas respondidas pelo terapeuta Paulo Rubens. Também quer ver sua dúvida respondida aqui? Enviei sua pergunta para contato@panicoterapia.com.br

Leitor: É possível diferenciar a Crise do Pânico de uma situação em que realmente há risco de morte?

Paulo Rubens: O sintoma de infarto, por exemplo, é muito forte. A pessoa não aguenta a dor intensa que pode ocorrer no peito, braço ou estômago. A sensação é bem diferente da dor muscular que muitas pessoas sentem na região do peito. Além disso, há dores, como prisão de ventre, que também faz com você sinta um mal-estar. Cito infarto porque é uma das principais dúvidas que aparecem nos consultórios. Uma sugestão: procure um especialista e faça exames cardíacos, como eletrocardiograma, de esforço ou de sangue. Eles vão mostrar que não há realmente nada errado com o seu coração.

Leitor: Tenho medo de morrer. Se falam para mim que fulano morreu de algum jeito, acho que vou morrer também. Isso também é síndrome de pânico?

Paulo Rubens: Esse medo da morte pode ser um indicativo dos sintomas do pânico. Por exemplo, cito a história do Eduardo: “Quando eu era criança, minha avó tinha problemas cardíacos. Certa vez a encontrei sofrendo um infarto. Nunca esqueci a cena. Hoje, penso que aquele cenário impactou de alguma forma no medo que eu sempre tive de ter um ataque. Em qualquer fisgada muscular no peito eu achava que sofreria algo, mesmo com todos os exames cardiológicos realizados e com resultado negativo. Esse medo excessivo é algo sentido por muitos ansiosos”.

Leitor: Por que quando tomo vitamina ou remédio para qualquer coisa me dá pânico?

Paulo Rubens: Não há como ter uma resposta definitiva para a sua pergunta, Ana, pois observo duas questões. A primeira, é que precisamos observar a quantidade de medicamentos que tomamos diariamente. Pode ser um sinal de hipocondria, achar que está doente o tempo todo. Segundo: pode ser você passou por alguma situação ruim ao tomar um medicamento e acabou desenvolvendo um trauma. Remédios não vão te fazer a mal se usados corretamente, com o acompanhamento de um especialista.

Leitor: Estou com dificuldade em lidar com a morte de pessoas conhecidas. Aconteceu um episódio recente e está desencadeando Pânico em mim. Fico impossibilitada até de ir ao velório. Como faço para superar isso? Porque sei que é algo que vou ter que enfrentar inevitavelmente. Tenho medo de ir e gritar ou de morrer também.

Paulo Rubens: E essencial a procura de um terapeuta para sanar o transtorno. Em muitos casos, essas sensações podem ser derivadas de um estresse pós-traumático, um distúrbio de ansiedade caracterizado por uma série de sintomas semelhantes ao do Pânico. Ele ocorre após uma situação de trauma, por exemplo, a morte de um ente querido. A partir desse momento, a pessoa acaba recriando a mesma sensação em outros períodos semelhantes, como um enterro de um conhecido.

Leitor: Quanto aos batimentos cardíacos, já fiz vários exames e não tenho nenhum problema, porém sinto tipo uma arritmia. O coração está normal e dá aquela batida estranha como se fosse parar. Isso pode ser mesmo a síndrome do pânico ?

Paulo Rubens: Se fez exames e não foi diagnosticado nada, você tem um quadro ansioso que altera o seu corpo. Isso não quer dizer que o coração não esteja batendo mais forte. Em alguns momentos ele está quando há um estresse, por exemplo. Mas fique tranquila. O batimento pode se elevar, mas estará dentro do aceitável. Teu coração não vai acelerar muito. Confirme: use um monitor cardíaco daqueles de relógio. Outra opção: tem muitas pessoas que aprendem a conviver com isso fazendo algum esporte (sempre com acompanhamento). Mesmo assim, procure um terapeuta.

Leitor: Quem tem Síndrome do Pânico já está sentenciado para o resto da vida? Pode haver a cura? E se passarmos por situações parecidas tudo de volta?

Paulo Rubens: Não costumo falar em cura, pois é vender algo como se fosse pronto. Podemos falar em controlar a ansiedade. Com um tratamento adequado, é possível nunca mais ter crise do Pânico. Há bons exemplos de pessoas que não sentem mais nenhum sintoma. A melhor indicação a fazer é: não espere sempre uma nova crise para procurar ajuda de um profissional. Cada vez que a pessoa tem essas sensações, ela fica mais desesperada e sem ânimo. Procure tratamentos que podem ser os mais variados: do psicológico às terapias alternativas. Não se afaste de amigos e familiares. Um bom bate papo e contar sua história ajuda muito.

Leitor: Eu queria saber se é medo mesmo que eu tenho ou eu posso tomar remédios que eu tomava antes junto com o medicamento do tratamento?

Tem horas que fico perdida porque tenho alguns sintomas que consigo definir como crise do que pânico. Mas sempre aparece algo diferente e já acho que vou morrer. Tem horas que é impossível de controlar. Gostaria de saber quanto tempo podem durar essas crises? Mesmo tomando as medicações, quanto tempo até eu voltar a ter uma vida normal?

Paulo Rubens: Primeiro, o remédio é fundamental, mas outras terapias também. O medicamento diminui os sintomas, e a terapia atua na causa. Portanto, vencer o pânico vai depender de cada pessoa. Para ser mais prático, um psicólogo, por exemplo, vai ajudar você a achar a causa dessa ansiedade generalizada, dos medos de determinadas situações, como a morte. Com outras terapias, vocês vão aprender exercícios como a de respiração. Depois de um tempo, a pessoa começa a se sentir mais forte, sem medo dessas sensações desagradáveis. E, fique tranquila, você não vai morrer. As sensações ruins de uma crise duram até 10 minutos, até que seu corpo perceba que não está acontecendo nada.

Leitor: A minha pressão sobe e os batimentos aceleram mesmo com uso de medicamentos. Vou ter isso para o resto da vida?

Paulo Rubens: Primeiro, o remédio é fundamental, mas outras terapias também. O medicamento diminui os sintomas, e a terapia atua na causa. Portanto, vencer o pânico vai depender de cada pessoa. Para ser mais prático, um psicólogo, por exemplo, vai ajudar a achar a causa dessa ansiedade generalizada, dos medos de determinadas situações, como a morte. Com outras terapias, você vai aprender exercícios como a de respiração. Depois de um tempo, a pessoa começa a se sentir mais forte, sem medo dessas sensações desagradáveis de uma crise. E, fique tranquila, você não vai morrer de infarto. As sensações ruins de uma crise duram até 10 minutos, quando o seu corpo começa a ver que não está acontecendo nada. Podes fazer exames cardiológicos para assegurar que não há nada.

Leitor: Síndrome do Pânico tem cura ou só controle?

Paulo Rubens: Não costumo falar em cura, pois é vender algo como se fosse pronto. Podemos falar em controlar a ansiedade. Com um tratamento adequado, é possível nunca mais ter crise do pânico. Há bons exemplos de pessoas que não sentem mais nenhum sintoma. A melhor indicação a fazer é: não espere sempre uma nova crise para procurar ajuda de um profissional. Cada vez que a pessoa tem essas sensações, ela fica mais desesperada e sem ânimo. Procure tratamentos que podem ser os mais variados: do psicológico às terapias alternativas. Não se afaste de amigos e familiares. Um bom bate papo e contar sua história ajuda muito.

Leitor: Eu ainda tenho muita dificuldade em lidar com isso. Penso que a todo momento pode desencadear uma crise e me levar a morte. Isso tem atrapalhado demais a minha vida. Tenho uma filha de quase seis anos e o meu esposo quer que eu engravide novamente e eu fico com muito medo de ter crises durante a gestação. O que eu faço?

Paulo Rubens: Tenha calma. Primeiro, você não vai morrer de ataque do pânico. Saiba que milhares de pessoas têm os mesmo sintomas. O que você pode começar a fazer: conte para seu marido o que está acontecendo. Se ele já sabe, indique para ele as situações que começam a desencadear as crises. Não deixe de conversar com amigos e familiares. Também é preciso buscar ajuda de especialistas. Não adianta esperar uma nova crise. Medicamento e terapias são essenciais.

Leitor: No momento não faço tratamento. Parei quando fiquei grávida já tem dois anos. Não tive mais crises, mas evito muita coisa como lugares fechados, avião, altura e sinto um medo constante e pensamentos negativos. Será que preciso voltar com os remédios? Qual seria o melhor tratamento?

Paulo Rubens: Os remédios são indicados para situações de crises, situações mais agudas. Caso contrário, o ideal é buscar terapias alternativas, como psicólogos, psicanalistas, exercícios de respiração, que ajudam não apenas com a ansiedade, mas também em situações de estresse. Eu trabalho com reiki, por exemplo, e é uma das indicações que faço aos meus pacientes. Em outros casos, até práticas esportivas ajudam porque ampliam a relação dos seus pensamentos com o corpo e você passa a ter mais consciência de como o seu organismo reage a determinadas situações. É importante reforçar que, apesar dos sintomas, você não irá morrer por causa da síndrome do pânico.

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